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Preparava-me para publicar um pequeno texto sobre o Síndrome de Estocolmo e resolvi pesquisar sobre se alguém teria já identificado o fenómeno em Portugal.

Para os mais distraídos, o Síndrome de Estocolmo é um estado psicológico particular desenvolvido por pessoas que são vítimas de sequestro, e desenvolve-se a partir de tentativas da vítima de se identificar com seu captor ou de conquistar a simpatia do sequestrador.

A síndrome pode-se desenvolver em vítimas de sequestro, em cenários de guerra, sobreviventes de campos de concentração, pessoas que são submetidas a prisão domiciliar por familiares e também em vítimas de abusos pessoais, como mulheres e crianças submetidas a violência doméstica e familiar. É comum também no caso de violência doméstica e familiar em que a mulher é agredida pelo marido e continua a amá-lo e defendê-lo como se as agressões fossem normais.

Nos dias mais recentes, o síndrome tem-se desenvolvido em vários agentes da sociedade portuguesa, inclusive na classe docente, que começam a sentir uma espécie de simpatia pelo governo PS, começando a identificar-se emocionalmente com as suas «renovadas» políticas, em princípio como mecanismo de defesa ou por medo de retaliação. Este processo decorre sem que tenham consciência disso, fruto do afastamento emocional da realidade a que têm sido submetidos, preferindo o mau conhecido que o bom por conhecer…

Não sou o único a pensar assim!

Já Manuel Pinheiro a 19 de Agosto deste ano levantou a questão: Sente alguma espécie de simpatia face a quem nos trouxe a esta situação?

E você? O que tem a dizer sobre isto? Também está afectado pelo Síndrome de Estocolmo? Eu não… a 27 de Setembro… tudo menos Sócrates.

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