Posts tagged Ministra da Educação
Assim sendo!
0Naquele tempo quando se criou o mundo, e para que os homens e as mulheres prosperassem, o Criador concedeu-lhes duas virtudes:
a) Aos suíços, fê-los metódicos e cumpridores da lei;
b) Aos ingleses, persistentes e estudiosos;
c) Aos japoneses, trabalhadores e pacientes;
d) Aos italianos, alegres e românticos;
e) Aos franceses, cultos e refinados.
f) Aos alemães, disciplinados e bravos.
Ao chegar aos portugueses, Deus voltou-se para o anjo, que tomava notas, e disse: – Os portugueses vão ser inteligentes, boas pessoas e vão apoiar a Ministra da Educação. Então o anjo disse: – Senhor, deste a todos os povos apenas duas virtudes e aos portugueses três… Isto fará com que prevaleçam sobre todos os demais. Então o Criador reflectiu e disse: – Tens razão… Mas virtudes não se podem tirar, por isso, ordeno que os portugueses podem ter qualquer das três, mas que a mesma pessoa não possa ter mais do que duas virtudes de cada vez.
Assim sendo:
1. Português que apoia a Ministra da Educação e seja boa pessoa, não pode ser inteligente.
2. Português que seja inteligente e que apoie a Ministra da Educação, não pode ser boa pessoa.
3. Português que seja inteligente e boa pessoa, não pode ser dos que apoiam a Ministra da Educação.
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Oportunidade perdida
0Artigo de opinião de Ângela Silva à Renascença:
Foi assim com Leonor Beleza e os médicos há 20 anos, foi assim com Manuela Ferreira Leite e as propinas há 10 e será assim com Maria de Lurdes Rodrigues. Daqui a 10 anos, os professores serão certamente avaliados.
É muito triste ver os destroços da penosa guerra entre Governo e professores e perceber que a avaliação morreu.
Avaliar os professores e elevar o grau de exigência nas escolas foi uma das medidas corajosas de José Sócrates. Pena é que à coragem o Governo socialista tenha associado insuportáveis doses de arrogância e falta de senso. E agora é tarde: a avaliação morreu.
A greve de ontem não deixa dúvidas: a esmagadora maioria dos professores não cede às penosas cedências que Maria de Lurdes Rodrigues vai fazendo a conta gotas. E bem pode o Ministério dizer que a adesão à greve foi apenas significativa, que o que as TVs mostraram é que conta – a adesão foi esmagadora, o caos está lançado no ano escolar e José Sócrates já não sabe como se livrar desta.
Mais penoso que tudo é ver a ministra da Educação, em desespero de causa, a prometer que a avaliação simplificada que aceitou aplicar este ano pode ser prolongada no tempo. ‘’No sentido de criar confiança junto dos sindicatos’’.
Criar confiança era precisamente a primeira coisa a fazer se o Governo queria mesmo ganhar esta guerra. E diabolizar os professores foi optar pelo suicídio. Agora, bem pode a ministra ceder, ceder, ceder, que nada chegará para calar sindicatos e professores que só dormirão descansados se a virem na rua.
Foi assim com Leonor Beleza e os médicos há 20 anos, foi assim com Manuela Ferreira Leite e as propinas há 10 e será assim com Maria de Lurdes Rodrigues. Daqui a 10 anos, os professores serão certamente avaliados. Para já, é mais uma oportunidade perdida.
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Ilegalidades deste Governo
0Fernando Rocha, Chefe de Finanças Adjunto aposentado, diz aqui (Mistura Grossa) o seguinte: «Quando um Governo dito democrático tem estes comportamentos ilegais que põem em causa a democracia e o quadro legal e até constitucional, democrático, verdadeiramente, não o é.»; e no Jornal das Caldas Online, escreveu sobre uma dessas Ilegalidades cometidas por este Governo:
Sou um simples Chefe de Finanças Adjunto, aposentado, e com este despacho clarificador do nº. 2 ,do Artº. 22º., do Estatuto do aluno, de autoria da Ministra da Educação estou estupefacto. E estou pasmado não só com a ilegal feitura do despacho, por parte do Ministério da Educação, que não tem competência para alterar o sentido de uma Lei, da competência da Assembleia da República, como com o silêncio que, sobre este procedimento, à revelia da lei, na sociedade portuguesa, sobre esta “habilidade” governamental se está fazendo.
Aprendi que as normas legais têm uma hierarquia, em Portugal e noutro qualquer Estado, dito de Direito. Ora, no caso, o Estatuto do Aluno – Lei 30/2002, de 20 de Dezembro, alterada pela Lei 3/2008, por proposta deste Governo à Assembleia da República é da exclusiva competência desta, não podendo o Governo, nem por Decreto-Lei e muito menos por despacho, inverter o sentido de um normativo constante de uma Lei, como se me afigura que é certamente o caso. O artigo 22º. é perfeitamente claro quando diz “independentemente da natureza das faltas”; portanto justificadas ou injustificadas, acima de um número, que para os vários graus do ensino fixa, separando inclusive com um “ou” as faltas justificadas das injustificadas, significando, muito claramente, isto, que a tal prova de recuperação se aplica, embora com número de faltas diferentes às duas situações.
Independentemente da bondade da medida, contida no despacho da Ministra, esta e o Governo têm de ir à Assembleia da República propor a sua alteração ou revogação. É assim que a Constituição determina e muito bem, pois não somos uma qualquer República das Bananas, governada por tiranetes.
Sobre isto mesmo teci toda uma série de comentários no meu blogue pessoal “misturagrossa”, que não tenho espaço para aqui repetir. Queria tão só que a questão fosse suscitada, para que em claro não passasse esta grosseira violação da Lei, que seja por ignorância, arrogância, oportunismo ou demagogia, vem do Ministério, que, pela sua natureza, mais pedagógico deveria ser.
Está na hora do povo abrir os olhos para ver o que está à vista… de quem quizer ver!
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