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No parlamento, a oposição chumba ministra.
0Esta terça-feira o parlamento discutiu a política de Educação do Governo. Uma interpelação ao executivo que foi agendada pelo Partido Comunista e durante a qual a ministra Maria de Lurdes Rodrigues, apesar das críticas insistentes da oposição, voltou a defender as políticas que tem seguido. No debate da interpelação do PCP sobre Educação, na Assembleia da República, o deputado comunista António Filipe foi o mais crítico afirmando que o Governo «sai desta interpelação com a arrogância com que entrou».
«Ficou muito claro que um dos problemas da educação em Portugal e que o governo se recusa aprender. A sua política educativa já caiu irremediavelmente no fundo», salientou o deputado do comunista.
Maria de Lurdes Rodrigues, e o Governo, insistiu num balanço de três anos de governação como a maior «eficiência na organização das escolas».
O PSD, pela voz de Pedro Duarte, disse que os sociais-democratas «estão preparados para reabrir a discussão da [sobre a avaliação dos professores] e, se a ministra assim decidir, o PSD traz já amanhã para o parlamento a sua proposta de avaliação dos docentes».
Ana Drago, deputada do Bloco de Esquerda, perguntou por duas vezes qual a solução para a contestada avaliação, que originou a manifestação de 100 mil professores, ou se a ministra achava que tinha condições para continuar «a fingir uma política educativa».
«A minha obrigação não é dar as respostas que a senhora deputada quer ouvir. A minha obrigação é responder com resultados. Respondo com aquilo que faço, com a política educativa», respondeu a ministra.
Este tipo de resposta levou Ana Drago a dizer que a ministra «não quer ou não sabe dar respostas» e por isso «está chumbada».
António Filipe, a meio do debate, dizia, com ironia, que ainda tinha esperança de ouvir Maria de Lurdes Rodrigues responder.
António Filipe tinha, aliás, lançado uma outra pergunta sobre quando pensava o Governo pagar aos professores as aulas de substituição, depois de uma decisão nesse sentido dos tribunais.
José Paulo Carvalho, deputado CDS-PP, fez a contabilidade e concluiu que, das nove perguntas feitas pela sua bancada, «apenas três foram respondidas».
Fonte: TSF Online
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Parece impossível! Levanta-te… Não é Tarde!
0Ví nas noticías e não queria acreditar! Parece impossível que existam pessoas assim em lugares de decisão!
E o Major só pode estar a brincar!…
LEVANTA-TE … NÃO É TARDE!
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Deus nos livre desta Ministra!
0O DN traz mais uma má notícia para as escolas, os alunos e os professores. A Ministra da Educação ameaça estender o conceito de “escola a tempo inteiro” aos 5º e 6º anos de escolaridade.
O senhor Albino, Presidente da Confap, rejubila com a medida. Com esta medida, ficamos mais perto do sonho da Confap: transformar os professores em empregados domésticos dos pais.
Os alunos do 2º ciclo do ensino básico passam actualmente 39 horas por semana na escola.A dona Lurdes e o senhor Albino acham pouco. E vai daí, juntam esforços e o sonho concretiza-se:os alunos vão estar, brevemente, enfiados na escola durante 55horas semanais, ou seja, mais 16 horas do que actualmente.
O plano é assim: depois das 17 horas, as escolas do 2º ciclo passam a oferecer mais duas horas de Actividades de Enriquecimento Curricular, onde a Ministra vai enfiar a martelo a área de projecto, a formação cívica e o estudo acompanhado.
Para o senhor Albino, esta é uma boa medida. Assim, os pais podem trabalhar descansados, ir ao cinema, namorar e enfiar-se nos centros comerciais, enquanto os filhos ficam enclausurados entre quatro paredes, desafiando a paciência e a autoridade dos professores.
Ninguém contesta um modelo de sociedade e de economia que impede os pais de estar com os filhos antes das 20 horas. A anomia e a anestesia deste Povo são tão grandes que poucos contestam uma sociedade que obriga as crianças a estarem 11 horas por dia na escola! Estou em crer que se quer fazer com as crianças aquilo que a economia já fez com muitos dos pais delas: embrutecê-las!
É provável que a Ministra ainda tenha tempo para anunciar a suprema das medidas, a mãe de todas as reformas da Educação:as escolas públicas irão passar a funcionar em regime de internato, oferecendo uma verdadeira “escola a tempo inteiro”: 24 horas por dia de actividades lectivas, de enriquecimento curricular e de repouso. O senhor Albino ficará feliz e o Povo rejubilará.
Os pais vão finalmente ver-se livres dos filhos: para sempre!
E os professores verão aprovado um novo e derradeiro estatuto: o estatuto de empregados domésticos dos pais!
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Carta-tipo para avisarem o Governo Civil.
0O abuso do poder e o ridículo bate à porta dos contestários portugueses.
Exma. Sra. Governadora Civil - Por outras palavras, Manuel António Pina
O acima assinado, cidadão português e cronista, vem, muito respeitosamente, expor e requerer a V. Ex.ª o seguinte:
1 – Tendo o signatário tido conhecimento de que a PSP identificou três professores que, convocados por sms, se reuniram no sábado na Avenida dos Aliados para, supõe-se, não dizer bem das políticas educativas do Ministério da Educação;
2 – Mais tendo sabido que, entre as centenas de presentes, a PSP decidiu identificar (já que tinha que identificar alguém e não levara consigo bolinhas numeradas para proceder a um sorteio) três pessoas que falaram às TV’s;
3 – E tendo sabido ainda que tal identificação (e tudo o que se lhe seguirá) se deveu ao facto de as pessoas em causa não terem, em devido tempo, informado V. Ex.ª de que pretendiam ir nessa tarde à Avenida dos Aliados;
4 – Tendo, por fim, conhecimento de que, pelo mesmo motivo, um sindicalista foi recentemente condenado em Oeiras; vem o signatário solicitar autorização de V. Ex.ª para, logo à noite, se reunir com alguns amigos no Café Convívio, sito na Rua Arquitecto Marques da Silva, nº 303, no Porto, a fim de discorrerem todos ociosamente sobre assuntos diversos, entre os quais provavelmente não dizer bem das políticas educativas do Ministério da Educação. Pede deferimento.
É em jeito de “brincadeira” mas, até ao 25 de Abril convém precavermo-nos…
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