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O que é preciso para avaliar?

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Opinião da Jurista – Maria José Nogueira Pinto (Diário de Notícias)

Difícil de gerir, difícil de mudar, o sector da Educação tem constituído nas últimas décadas um campo de ensaio de um experimentalismo infeliz. Como de nove em nove anos hipotecamos uma geração, a transformação deste espaço em permanente campo de batalha, num processo de desrazões, constitui hoje a mais cara factura que o país terá de pagar ao seu próprio futuro. O processo educativo devia ser uma área de tréguas e consensos, poupada à demagogia e ao aproveitamento político-partidário e protegida de visões sectoriais, seja a do ministério ou a da máquina, seja a das corporações ou a dos sindicatos, seja a dos pais ou a dos alunos.A avaliação dos professores só faz sentido num sistema que seja capaz de se avaliar a si próprio. Quanto vale um bom professor num mau sistema? Que causas estão na origem do insucesso escolar ou do abandono precoce da escola que possam caber, exclusivamente, numa grelha de avaliação do desempenho do professor? E que factores se mantêm constantes, independentemente da envolvente da escola ou da caracterização social da sua população?

Também não vale a pena querer, no ponto em que nos encontramos, dividir simplisticamente a questão entre aqueles que querem avaliar e aqueles que não querem ser avaliados. Num país onde quase nada é avaliado, onde quase ninguém sofre as consequências dos seus actos (excepto os pobres diabos…), onde se pode deixar, impunemente, falir bancos cuja nacionalização parece um branqueamento, onde a má gestão pública e a incompetência dos decisores políticos não é sequer quantificada economicamente, onde os prémios e outros “estímulos” são assumidos como complementos salariais e as despesas de representação servem para pagar hábitos caros, parece aconselhável falar de avaliação com menos retórica e mais bom senso.

Aceite o salutar princípio da avaliação convenhamos que não é de somenos o modelo adoptado. E aqui, interrogo-me como se avaliam os professores em Inglaterra ou em Espanha (para referir um país latino)? Será que temos que inventar um sistema de avaliação rigorosamente português, inequivocamente original e nosso?

É que connosco tudo começa com um aumento da carga burocrática que só serve para desviar os profissionais daquilo que é o seu verdadeiro conteúdo funcional: é assim com os profissionais de saúde imersos em papelada, ou com os agentes de segurança, amarrados, na melhor das hipóteses, a um teclado de computador e é, também, já assim com os professores. E a experiência ensina-nos que a burocratização da habitualidade e do quotidiano tem em si o germen do fracasso. E quem são os avaliadores? Que perfil devem ter e que capacitação? E quem avalia os avaliadores? E os critérios serão os melhores, e objectivos, como se impõe?

Para tudo isto deve haver uma resposta, imagino eu, mas ou não foi dada ou não está a ser ouvida. Em qualquer dos casos a situação deteriora-se com a opção da rua como o fórum próprio, a tentativa do Governo em transformar este protesto numa fuga à avaliação por parte dos docentes e, o que me parece mais grave, o permanente desviar das atenções, energias e recursos da função principal que é a de educar. E essa é que é a questão. Na batalha campal da avaliação vai-se perdendo tempo, razões e a própria perspectiva do que realmente está em causa e que vai muito para além do que se vê: quem não se lembra de como os sucessivos governos caíram na tentação de tapar as deficiências do sistema educativo com o artifício das estatísticas? E do extraordinário estatuto disciplinar do aluno, aprovado no primeiro Governo de Guterres, que consagrava um aluno visto como um pequeno animal doméstico mal ensinado e retirava aos professores toda a autoridade, componente essencial da dignidade e eficácia do seu magistério? E as medidas facilitistas que foram eliminando provas, esforços e méritos? Fraquezas, tentações e erros que estão, agora, a pagamento.

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Dr. Medina Carreira ARRASA o Governo.

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Já foi ministro das finanças no governo PS. Fala porque sabe!

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Manif dia 15 de Novembro!

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Desta vez não vão ser 100 000 !!! Vamos ter um país inteiro a apoiar os professores e contestar o mais hipócrita e traidor governo da história moderna.
Vamos todos a Lisboa dia 15 de Novembro !!!
Não confiemos mais em sindicatos, vamos mostrar sem qualquer rodeio quem são os verdadeiros professores.
Entretanto vamos bloquear o processo de avaliação. Se todos colaborarem vai ser mesmo o fim desta palhaçada. Divulguem ! É agora !
João Araújo

O movimento está iniciado. Com ou sem sindicatos, os professores marcharão novamente pela sua dignidade e contra a palhaçada que este ministério quer instituir com esta avaliação. Vamos mostrar a este Governo e a esta ministra que a nossa paciência ESTÁ ESGOTADA.

Queremos dar aulas…queremos que os nossos alunos aprendam e não queremos que eles saiam prejudicados com esta trapalhada que este ministério quer impor.

Como diz o nosso hino…”contra os canhões, MARCHAR, MARCHAR”.

Rui Sardinha

DIVULGA…

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Por falar em Governo + Andrabice.

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O que me dizem do ridículo da listagem das empresas credoras do governo?! É que apenas 3 empresas são divulgadas como credoras!… Isto porque o governo não permite a publicação das dívidas das autarquias locais e exige que a publicação das dívidas do Estado às empresas e aos particulares tenham que ser precedidas de um requerimento destes ao ministro das Finanças.

A lista disponibilizada na terça-feira menciona apenas as empresas/entidades credoras que autorizaram a publicação do seu nome, já que é preciso uma autorização prévia.

Veja o resto da notícia no IOL Diário.

Só neste país… mas, temos futebol para entreter o povo!…

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e-escolinhas: mais uma aldrabice deste governo!

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Eu até nem queria abordar o assunto, mas, surgiu-me enta mensagem no e-mail! É certo que não fui confirmar, mas, as evidências estão á vista (é só seguir os links…).

“Magalhães”- Pura Aldrabice! Toda a gente bem atenta!!
O computador “Magalhães”- uma aldrabice que a Televisão não descobriu ou encobriu…
Enviaram-me o E-mail abaixo que transcrevo e que sublinho com os links de uma breve pesquisa minha !!
É a confirmação de uma suspeita, sem teorias da conspiração nem coisa que o valha.
E a pergunta impõem-se: Desta vez, quem ENCHEU OS BOLSOS ??
http://www.classmatepc.com/index.htm?iid=hdr_nav+cmpc_home
Olha o Magalhães … Traduzido em inglês dá “Classmate PC” … Tradução à letra !!
http://www.classmatepc.com/whereToBuy/index.htm
Where to buy ?? JP Sá Couto que é quem “produz” … lol
http://idgnow.uol.com.br/computacao_pessoal/2008/07/30/intel-vende-500-mil-classmate-pcs-para-portugal-e-prepara-nova-versao/
Lá está : a confirmação !!! “A Intel está trabalhando com o governo português para entrar cerca de 500 mil Classmate PCs 2 com Atom no próximo ano escolar, afirmou Kwan.” (último parágrafo) … 500 mil Classmate ó 500 mil Magalhães
Está confirmado…

Assunto: O computador “Magalhães”-uma aldrabice que a Televisão não descobriu
Condensei alguma informação interessante sobre este engano ao povo português…
Magalhães – o mais escandaloso golpe de propaganda do ano. Os noticiários abriram há dias, com pompa e circunstância, anunciando o lançamento do “Primeiro computador portátil português”, o ”Magalhães”. A RTP refere que é “um projecto português produzido em Portugal” A SIC refere que “um produto desenvolvido por empresas nacionais e pela Intel” e que a “concepção é portuguesa e foi desenvolvida no âmbito do Plano Tecnologico.” Na realidade, só com muito boa vontade é que o que foi dito e escrito é verdadeiro. O projecto não teve origem em Portugal, já existe desde 2006 e é da responsabilidade da Intel. Chama-se Classmate PC e é um laptop de baixo custo destinado ao terceiro mundo e já é vendido há
muito tempo através da Amazon.
As notícias foram cuidadosamente feitas de forma a dar ideia que o ”Magalhães” é algo de completamente novo e com origem em Portugal. Não é verdade. Felizmente, existem alguns blogues atentos. Na imprensa escrita salvou-se, que se tenha dado conta, a notícia do Portugal Diário: “Tirando o nome, o logótipo e a capa exterior, tudo o resto é idêntico ao produto que a Intel tem estado a vender em várias partes do mundo desde 2006. Aliás, esta é já a segunda versão do produto.”
Pelos vistos, o jornalista Filipe Caetano foi o único a fazer um trabalhinho de investigação em vez de reproduzir o comunicado de imprensa do Governo.
A ideia é destruir os esforços de Negroponte para o OLPC. O criador do MIT Media Lab criou esta inovação, o portátil de 100 dólares… A Intel foi um dos parcceiros até ver o seu concorrente AND ser escolhida como fornecedor. Saiu do consórcio e criou o Classmate, que está a tentar impor aos países em desenvolvimento. Sócrates acaba de aliar-se, SEM CONCURSO, à Intel, para destruir o projecto de Negroponte. A JP Sá Couto, que ja fazia os Tsunamis, tem assim, SEM CONCURSO, todo o mercado nacional do primeiro ciclo.
Tudo se justifica em nome de um número de propaganda política terceiro-mundista. Para os pivots (ex-jornalistas?) Rodrigues dos Santos ou José Alberto Carvalho, o importante é debitar chavões propagandísticos em vez de fazer perguntas.
Se não fosse a blogosfera -que o ministro Santos Silva ainda não controla -esta propaganda não seria desmascarada. Os jornalistas da imprensa tradicional têm vindo a revelar-se de uma ignorância, seguidismo e preguiça atroz.

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