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Movimento Mobilização e Unidade dos Professores

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 Surgiu mais um movimento de professores:

Movimento Mobilização e Unidade dos Professores

Eles estão a surgir como cogumelos! Venham eles e quantos mais melhor. A união faz a força e juntos poderemos defender a nossa dignidade! E…

SE ALGUNS “INCULTOS” JÁ DERRUBARAM REGIMES EM VÁRIAS PARTES DO MUNDO… 

SERÁ QUE 100.000 LICENCIADOS, MESTRES E DOUTORES NÃO CONSIGUEM DERRUBAR UMA POLÍTICA?
SE NÃO CONSEGUIRMOS DERRUBAR A POLÍTICA DA EDUCAÇÃO… CONSEGUIREMOS DERRUBAR O GOVERNO!
MOBILIZADOS E UNIDOS PELA EDUCAÇÃO… CONSEGUIREMOS!

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«professores são mais decisivos que os políticos»

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Fonte: SOL
Para D. José Policarpo, os professores são mais importantes para o futuro do país que os políticos e os técnicos. Declarações do Cardeal à Renascença, no rescaldo da maior greve nacional de professores.

D. José Policarpo manifesta «compreensão» pelas dificuldades dos professores e diz que acompanha com «muito interesse» o conflito que opõe os educadores ao Ministério da Educação.

Em declarações à Rádio Renascença, três dias após a maior manifestação de professores em Portugal, que juntou 100 mil pessoas contra a política de Maria de Lurdes Rodrigues, o Cardeal Patriarca de Lisboa sublinha a importância dos educadores para o futuro do País.

E diz que a função educativa é mais importante para o futuro dos portugueses que a exercida por políticos e técnicos.

«Os professores e educadores deste país são um grupo decisivo para o futuro do país, um grupo porventura mais decisivo que os políticos, que os técnicos e os financeiros», considera D. Policarpo.

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Ministério da Educação é uma organização CRIMINOSA

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Este exemplo vem do Brasil…

O nosso Ministério de Educação deve querer estar a copiar (Já que está provado que não sabe nada de nada!!!)…

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Departamento de Línguas, D. Maria II BRAGA

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Os professores do Departamento de Línguas e Literaturas, da Escola Secundária D. Maria II, Braga, na sua reunião ordinária de hoje, 5 de Março, abordaram, inevitavelmente, o modelo de avaliação que nos querem impor. Após demorada, participada e viva discussão, os respectivos professores decidiram redigir e aprovar o documento que, de seguida, transcrevo na íntegra:

 

. Atendendo a que, sem fundamento válido, se fracturou a carreira docente em duas: professores titulares e não titulares;

. Atendendo a que essa fractura se operou com base num processo arbitrário, gerando injustiças inqualificáveis;

.Atendendo a que os parâmetros desse concurso se circunscreveram, aleatória e arbitrariamente, aos últimos sete anos, deitando insanemente para o caixote do lixo carreiras e dedicações de vidas inteiras entregues à profissão;

. Atendendo a que, por via de tão injusto concurso, não se pode admitir, sem ofensa para todos, que seguiram em frente só os melhores, e que ficaram para trás os que eram piores;

. Atendendo a que esse concurso terá repercussões na aplicação do assim chamado modelo de avaliação, já que, em princípio, quem por essa via acedeu a titular será passível de ser nomeado coordenador e, logo, avaliador;

. Atendendo a que, por essa via, pode muito bem acontecer que o avaliador seja menos qualificado que o avaliado;

. Atendendo a que o modelo de avaliação é tecnicamente medíocre;

. Atendendo a que o modelo de avaliação é leviano nos prazos que impõe;

. Atendendo a que o modelo de avaliação contém critérios subjectivos;

. Atendendo a que há divergências jurídicas sérias relativas à legitimidade deste modelo;

. Atendendo a que o Conselho Executivo e os Coordenadores de Departamento foram democraticamente eleitos com base nas funções então definidas para esses órgãos;

. Atendendo a que este processo, a continuar, terá que ser desenvolvido pelos anunciados futuros Conselhos de Escola, Director escolhido por esse Conselho, e pelos Coordenadores nomeados;

. Nós, professores do Departamento de Línguas, da Escola Secundária D. Maria II, não reconhecemos legitimidade democrática a nenhum dos órgãos da escola para darem continuidade a um processo que extravasa as funções para as quais foram eleitos;

. Mais consideram que:

. Por uma questão de dignidade e de solidariedade profissional, devem, esses órgãos, suspender, de imediato, toda e qualquer iniciativa relacionada com a avaliação;

. Caso desejem e insistam na aplicação de tão arbitrário modelo, devem assumir a quebra do vínculo democrático e de confiança entre eles próprios e quem os elegeu, tirando daí as consequências moralmente exigidas.

 

Notas:

1 – Dos 22 professores presentes, 21 votaram favoravelmente e 1 votou ccontra:

2 – Para além de darem conhecimento imediato deste documento aos órgãos, ainda democráticos, da escola, os professores decidiram dá-lo a conhecer a todos os colegas da escola;

3 – Decidiram também dar ao documento a maior divulgação pública possível, e enviá-lo directamente para outras escolas e colegas de outras escolas;

4 – Pede-se a todos os professores que nos ajudem na divulgação deste documento, e que o tomem como incentivo e apoio para outras tomadas de posição;

5 – Este documento ficou, obviamente, registado em acta, para que a senhora ministra não continue a dizer que nas escolas está tudo calmo, e que só se protesta na rua;

6 – A introdução e as notas são da minha exclusiva responsabilidade;

7 – Tomo a liberdade de agradecer com prazer aos professores da Escola Secundária D. Maria II, Braga,  e principalmente às mulheres, as mais aguerridas, pelas posições firmes que têm assumido, e por rejeitarem qualquer outro lugar que não seja a linha da frente da luta pela dignidade docente. É um orgulho estar entre vós.

António Mota
Escola Secundária D. Maria II, Braga

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A nova avaliação dos professores…

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