Posts tagged Educação
Estado cancela aulas de Educação Física
0No Brasil, o estado decidiu cancelar as aulas de Educação Física, por falta de espaço… não tinha como colocá-las no horário dos alunos do terceiro ano do Ensino Médio. Isto para os que têm aulas no turno da manhã… para os outros continua tudo como até aqui! Enfim, nem me atrevi a ler o resto da notícia. Quem quiser confirmar, aqui está: Diário do Grande ABC.
Parece-me a mim que não é só em Portugal que existem “pessoas” desajustadas aos lugares de decisão… (para não dizer mais nada!)
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Um segurança por sala de aula
0Comentário de Afonso Perdigão, publicado no IOL Diário sobre Educação.
Eu sou professor dos 3ºciclo e do secundário já há cerca de 28 anos e durante esse período tenho assistido a políticas burocratizantes e desresponsabilizantes para os professores/as e alunos.
Sempre que muda um governo entram mais professores especialistas (sobretudo aqueles que têm conhecimentos no ME e não gostam de dar aulas) da cor ou da simpatia do partido do governo que entra em funções e continuam no ME os professores especialistas que já foram admitidos pelos governos anteriores, logo o ME tem excesso de professores, funcionários que permanecem no local de trabalho uma média de 35h semanais (se não for menos), pelo que se fossem razoavelmente avaliados quanto à sua competência e trabalho útil realizado,o nº de professores especialistas do ME estaria com certeza reduzido a menos de metade para bem do erário público.
Os governos exploram demagogicamente o tema da educação, porque a Educação Pública é uma temática que entusiasma a opinião pública e, por isso, dá votos para o partido do governo e para os da oposição e a sua discussão pública ajuda a desviar as atenções de outros sectores sócio-económicos com um muito maior grau de inépcia e corrupção, o que convém que aconteça.
A opinião pública entende de Educação como de futebol, não faltam especialistas comentadores de “bancada”que em casa são incapazes de educar minimamente um ou dois filhos que hoje graças à filosofia das “mãezinhas” que na generalidade são quem mandam em casa”os filhos é que sabem e, por isso, fazem o que querem e lhes apetece” e, muitas vezes, é que põem e dispõem em casa com o “patrocínio” das “mãezinhas”.
Como com a educação que recebem em casa e as ideias libertinas, apologistas da improdutividade, do consumismo (“compra-se tudo feito” e é tudo fácil, o que é preciso é ser espertalhão/ona) e do nihilismo anarquista difundidas pela sociedade desregrada,os filhos tornam-se insolentes e chantagistas. Logo, anseiam que as escolas ensinem e eduquem os filhos, sendo os professores uma espécie de “criados” para todo o serviço com o apoio do ME que têm a obrigação de educarem os filhos.Logo,os pais, ou quem faz a vez deles, são muito interesseiros e exigentes, quando os professores fazem o que podem para dar aulas(isto é,ensinar e se possível educar) a turmas de 25 a 30 alunos com educações caseiras críticas, desmotivados, malandros e insolentes, na generalidade.
Parece-me que se espera que aconteça aqui em Portugal o que aconteceu em França e, actualmente,na Grécia em que adolescentes, que frequentavam as escolas a serem educados para a igualdade, a paz, a solidariedade, o anti-racismo, a tolerância e o relativismo nihilista em geral, colocaram esses países “a ferro e fogo” que nem as polícias conseguiam pará-los.
Pelo exposto, sugiro que para a avaliação do desempenho dos professores seja previsto a assistência às aulas por um segurança por sala em todas as aulas dadas por um professor para que o professor possa efectivamente ensinar e possa passar a haver algum respeito na sala de aula.
Muito haveria a dizer…mas fico por aqui, porque o texto já está longo e posso ser mal entendido.
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12 verdades para um ensino de qualidade em Portugal
0Por Maria Regina Rocha, professora do Ensino Secundário ao SOL.
Estamos em 2008, no século XXI, e não nos idos anos 70 do século passado: a experiência de todos estes anos leva-nos a considerar que é preciso ter a coragem de dizer 12 verdades para um ensino de qualidade em Portugal:
1.ª – O ensino unificado (5.º ao 9.º ano) não serve. Deveria existir, pelo menos, dois currículos (eventualmente três), um deles com uma maior componente técnica, currículos diferentes não só no que respeita ao número, natureza das disciplinas e carga horária das mesmas como aos respectivos programas.
2.ª – A ausência de reprovações não responsabiliza nem alunos, nem pais, nem professores e compromete negativamente toda a aprendizagem dos alunos com dificuldades, mas a reprovação por si só também não tem a desejada eficácia. Por isso, a partir do 4.º ano, as disciplinas deveriam ter os programas organizados por níveis de aprendizagem, progredindo o aluno em cada disciplina de ano para ano por níveis, não podendo aceder ao nível seguinte sem o domínio do que é essencial do nível anterior.
3.ª – A abolição dos exames foi um erro. A existência de exames (provas de avaliação externa) com um peso de 50% é essencial para a responsabilização de todos os intervenientes no processo educativo, desde o 4.º ano de escolaridade e a todas as disciplinas (no 4.º, no 6.º, no 9.º no Ensino Básico; em cada disciplina terminal no Ensino Secundário).
4.ª – Os currículos estão desajustados. É necessário que tenham um número equilibrado de disciplinas, devendo desaparecer do mesmo disciplinas instrumentais como, por exemplo, «Área de Projecto», «Estudo Acompanhado», «FormaçãoCívica».
5.ª – Os programas são responsáveis por muitos dos problemas da falta de competência dos nossos alunos. Deveriam ser claros, com os conteúdos muito bem explicitados (nomeadamente quanto ao grau de aprofundamento) e os objectivos muito bem definidos, sendo referidos os graus mínimos de consecução em cada ano.
6.ª – A escala de classificação de níveis de 1 a 5 aplicada do 5.º ao 9.º ano é má, pois propicia o laxismo e não incentiva as realizações dos alunos. Na escala de 0 a 20, um aluno que tenha 10 valores esforça-se e vê o seu esforço recompensado, passando a sua nota, por exemplo, para 12 ou 13, mas, na escala de 1 a 5, o mesmo esforço num aluno que tenha obtido 3 não o faz mudar de nível (continua no 3), o que, naturalmente, o desmotiva.
7.ª – O número de alunos por turma é outro dos problemas: turmas de 24 a 28 alunos não são compatíveis com uma aprendizagem de qualidade no tempo presente. As turmas deveriam ter 20 alunos.
8.ª – Os tempos lectivos de 90 minutos e de 135 minutos não servem. É mais adequado cada aula de uma disciplina ter apenas 50 minutos, havendo um intervalo de 10 minutos entre a aula de uma disciplina e a de outra, para que os alunos possam vir até ao pátio de recreio, respirar fundo, falar à vontade, correr, brincar, ir à casa de banho, voltando para a aula seguinte com a capacidade de concentração e de trabalho renovada (exceptuam-se, naturalmente, as disciplinas de cariz laboratorial: 50 minutos + 50 minutos).
9.ª – O absentismo dos alunos e a indisciplina são factores que comprometem a sua aprendizagem. O recente estatuto do alunonão foi feliz nas soluções propostas. É fundamental a incidência da responsabilização nos alunos e nos pais e encarregados de educação.
10.ª – A formação inicial de natureza pedagógica e de natureza didáctica deveria obedecer a directrizes muito claras da responsabilidade do Ministério da Educação, nomeadamente a indicação das disciplinas de pedagogia, das de didáctica e seu conteúdo (por exemplo, em Português, como se ensina o aluno a desenvolver a competência de leitura ou a competência de escrita, entre outras), bemcomo dos aspectos a ter em conta no estágio, uniformemente em todo o país.
11.ª – A formação contínua tem sido muito heterogénea. Também aqui deveria haver uma intervenção directa do Ministério da Educação no que respeita aos objectivos e conteúdos, bemcomo à organização e à qualidade.
12.ª – A avaliação deve serfeita tendo como referente um perfil de bom professor no quadro dos grandes objectivos do Sistema Educativo – definido pelo Ministério da Educação e não deixado ao arbítrio de cada escola, com o pretexto da autonomia. A Educação é um desígnio nacional: a tutela não pode alhear-se desta responsabilidade.
Uma reflexão lúcida e coerente! Em resumo, o estado actual da Educação em Portugal é devido a quem?…
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Voluntariado… nas escolas!
0Eu não conseguiria escrever melhor! Este é um comentário publicado no JN Online. Naturalmente, não se pode generalizar, pois nem todos os pais são assim. Naturalmente, muitos pais são preocupados e estão atentos, não só à vida escolar dos seus filhos, como também ao seu desenvolvimento. Mas, na realidade, o dia-a-dia da ‘nossa’ escola é este quadro que aqui se pinta! Caminha-se para um país de incultos onde o que conta são as estatisticas! Muitos dos detractores do trabalho dos professores nas escolas, deveriam fazer voluntariado nas escolas, por um dia que fosse! Também muitos dos Ministros, Secretários de Estado e demais políticos, deveriam passar pelas escolas fora das visitas oficiais, e presenciar por um dia que fosse a realidade das nossas escolas. Por certo, as suas posturas arrogantes mudariam…
Estou triste, desiludida e desapontada. Sou professora para o ser tive que fazer muitos sacrificios! Trabalhei enquanto tirei o meu curso e posso dizer que quando saí (há 8 anos) estava a ganhar mais do que ganho hoje e ainda tinha ajudas de custo!!! Sou professora por opção, por vocação, por gosto e por ser utópica!! Sim, utópia!! Achei que iria ensinar os meninos e meninas que se irão tornar nos homens e mulheres de amanhã e que me iria sentir orgulhosa disso. Enganei-me, redondademente!!! Pois encarei com uma escola onde mais se poderia chamar um verdadeiro depósito de crianças cujos pais acham que é dever da escola educar!!!! Deparei-me com uma escola onde não existem recursos fisicos, materiais e humanos que a sustentem, sendo muitos de nós professores a fazê-lo!!! Deparei-me com uma escola onde existem inúmeros meninos e meninas com carências que achamos que só têm os meninos que vivem no Terceiro Mundo. CRianças mal alimentadas, com frio, sem amor e carinho e que muitas, mas mesmo muitas vezes é na escola que encontram algumas das suas necessidades minimamente satisfeitas. Pergunto: Como é que crianças que não se encontram com as necessidades básicas satisteitas aprendem? Que soluções? Quando leio comentários de pessoas mal formadas e informadas apetece-me convidá-las a dirigirem-se à escola por uns dias e fazerem um voluntariado… para sentirem o clima que se vive nestas… para pereceberem na pele o que todos os professores sentem!! Sim, porque embora alguns não saibam nós sentimos, pois somos seres Humanos. Somos mulheres, mães, donas de casa e também somos precisos em casa!! Compramos tinteiros, papel, lápis, canetas, cadernos para os nossos meninos, para podermos trabalhar com os vossos filhos… mas nisso ninguem fala… porque não interessa… porque mais uma vez acham que só têm direitos. E têm porque descontam mas o governo gasta-o com aquilo que não interessa!!!! E somos nós os inúteis mais bem pagos do país que sustentamos aquilo que deveria ser sustentado pelo Governo. Lamento que pessoas mal formadas e informadas comentem o que não sabem… tipo cordeirinhos… Os professores sempre foram avaliados…. e queremos ser avaliados mas não nos moldes que sustentam esta avaliação. Leiam, interpretem esta e só depois comentem!! É um favor que nos fazem, pois o que lemos aqui nestes foruns faz-nos lamentar ter sido professores de alguns de vós!!! E é para isso que o país caminha… para um país de incultos e o que conta são as estatisticas!! Tirem as vossas conclusões daqui a alguns anos, quando for tarde de mais!!! Hão-de querer professores e não hão-de haver! Por mim falo, que estou quase a fechar a porta!!! Trabalho para aquecer… gasto muito dinheiro para chegar ao meu local de trabalho, tenho de pagar fotócopias e outros materiais para trabalhar, sou sujeita a ficar 12 horas na escola quando existem reuniões (estas só são feitas a partir das 17h45m) que tem durabilidade de 2 horas ou mais, chego a casa e ainda tenho as minhas rotinas para fazer, preparar as minhas aulas e dar um beijinho ao meu anjo que já dorme e não viu a mãe!!!! Convido todos vocês a fazerem um voluntariado nas escolas e depois então tirem as vossas conclusões!!! A todos os colegas que se sentem como eu um grande abraço, principalmente de força para continuarmos a trabalhar e a dignificar a educação de Portugal… que pelos vistos é apenas de nossa responsabilidade… uma vez que os pais não têm tempo para o fazer… e entretem-os com playstation, dvd’s, incitando os filhos ao egoismo. Um bem haja a todos os que SÃO PROFESSORES!
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